
Leila de Carvalho Lourenço 25.01.2010 18h e 17min.
Deixamos para depois o que poderíamos fazer hoje
E nos vemos enrolados com nossos próprios planos
Vendo a vida passar por um espelho
E o tempo ir e vir da forma como não imaginamos
Chega ano, vai ano e tudo muda;
Mas continua tudo no mesmo lugar
Deixamos de ser o que não éramos pra nos tornar o que não queremos
Mas vivemos com a confiança de que ainda não sabemos de nada
Nesta vida tão imatura, não há idade
Não há tempo, não há espelho que nos faça maduros
Os sinais da adolescência prevalecem em nossos rostos
Mas o tempo que nos resta só diminui
Levando-nos algo de muito importante, mas que nunca soubemos o que é.
Seguimos viagem andando no escuro, cheios de meias certezas
Cantamos, sorrimos, choramos e só o que aprendemos
É que ainda temos muito o que aprender
E Que a fé só pode mover montanhas
Se não estiver bloqueada pelo peso do nosso próprio pensamento negativo.