terça-feira, 18 de novembro de 2008

Uma estranha no espelho

Leila de Carvalho Lourenço – 05.10.2007 – 22h e 03min.
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À medida que o tempo passa e as cosias acontecem
Mais duvidas nascem em meu ser
Agora que saio da adolescência
Sem saber se é hora certa pra isso
Sinto-me inconformada
Por tantas cosias que sinto, mas que na verdade nunca deveria sentir
Coisas que acho q entendo, mas na verdade não são como eu imagino
Quanto mais eu cresço mais tenho vontade de proteger quem eu amo dos perigos que nos cercam.
Mas esqueço que sou humana e que também preciso de proteção
Fico então aparentemente só
Com cada vez mais medos e conflitos
Sem nenhuma certeza do próximo segundo
Sem saber o quanto devo considerar pouco e o quanto é muito em relação a tudo
Sinto-me perdida dentro de mim mesma
Uma estrangeira dentro de minha própria casa
Uma estranha no espelho
Uma menina sozinha tentando descobrir o que é a vida sem saber o que é a morte.

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