quinta-feira, 5 de junho de 2008

Desculpem -me

Desculpem-me, mas não sou como vocês esperam que eu seja;
Não sou de ferro e se fosse já estaria enferrujada com a umidade de minhas lágrimas.
Desculpem-me, mas não sei estar sozinha e estar feliz;
Quando me virem chorando, saibam que é apenas uma forma de implorar um abraço;
Se não puderem fazer isso por mim, então passem reto e calados,
Pois esta seria a melhor reação.
Agora, de mais forte passei a ser a mais fraca;
Me sinto só até quando estou acompanhada
Me sinto triste até quando sorrio;
Já acordo cansada pelo que ainda não aconteceu;
Tudo que eu tenho se tornou tão frágil como um cristal
Meus sentimentos, meu coração, meus sonhos, minhas emoções,
Sinto que em breve não os terei mais
Sinto falta da inocência de quando era criança
Sinto falta do carinho ao telefone e da frese que nunca faltava
Sinto falta da alegria e do sorriso que fugiram de mim, como as pessoas que diziam me amar e quando eu mais precisei, delas nenhum abraço ganhei;
Preciso retomar minha fé a paz que a acompanhava
Sinto que estou no lugar errado e na hora errada
Lugar este que nunca deveria ter passado por perto
Sinto que minha vida já se cansou de mim também
E no meu coração a única coisa que continua forte
É o desejo que tenho de nunca ter existido e agora deixar de existir.

Nenhum comentário:

Postar um comentário